Seu filho não aceita o seu namorado?

Veja dicas de como manter um convívio harmonioso em casa


Nem sempre um casamento dura para a vida toda. E aí, quando um relacionamento chega ao fim, a tendência é que o homem e a mulher acabem conhecendo e se envolvendo com outras pessoas. Mas no caso de que tem filho, nem sempre é fácil a criança aceitar o padrasto ou madrasta. Dependendo da idade e maturidade da criança, ela pode ver o novo namorado da mãe ou a namorada do papai como alguém que veio para "roubar" o espaço dele.


A psicóloga Miriam Barros, especialista em Terapia de casal e Familiar, conta como os pais devem agir, com quanto tempo de relacionamento podem apresentar o namoroado (a) ao filho e de que maneira padrasto ou madrasta pode ajudar a tornar o relacionamento harmonioso.


Muitas vezes a criança vê o namorado da mãe como um vilão, como alguém que vai roubar a atenção toda para ele. Como o pai ou mãe deve agir diante disso?


Existe uma hierarquia natural na relação entre pais e filhos. Os pais são os responsáveis pelo bem-estar psicológico dos filhos enquanto eles são crianças. Portanto, eles devem ter paciência com as reações da criança ao novo namorado(a). Não devem admitir o desrespeito e a invasão do espaço da criança.


O pai ou mãe devem tomar cuidado para não autorizar o novo namorado a dar bronca ou colocar limites na criança. Se isso acontece dificulta bastante a aproximação entre os dois. Normalmente é mais fácil a aceitação quando a criança é pequena.


Depois de quanto tempo de namoro o pai ou a mãe pode apresentar o namorado (a) para o filho?


O ideal é apresentar quando se sentir seguro (a) com o novo relacionamento. Não dá para determinar um tempo, mas é óbvio que um namoro de um ou dois meses, por mais paixão que exista, tem pouco tempo de convivência para introduzir alguém na vida dos filhos. As crianças se apegam e sofrem com o término do namoro dos pais. Então é preciso cautela.


O padrasto ou madrasta, pode fazer algo para se aproximar do enteado? De que maneira?


Sim. Respeitar os limites da criança sem forçar a barra. Não competir com a criança pelo amor do pai ou mãe, mesmo que a criança faça isso. Ela é imatura, é criança e, portanto é natural que faça isso quando perceber que existe alguém na vida do pai ou mãe.


Tentar ser amável, cuidadoso (a) e dar atenção na medida do possível.


E o que o padrasto ou madrasta não deve fazer para estragar a relação?


Falar mal do pai ou da mãe para a criança. Dar broncas, colocar de castigo, criticar ou se intrometer na vida da criança.


Alguma dica especial?


Ser sincero com a criança. Não adianta fingir um amor e um apego que ainda não existem. Para se vincular a alguém precisa tempo e convivência. Se a relação durar isso vai acontecer naturalmente.